Remédio para acordar
Açúcar pra sorrir
Gordura para se fartar
Detox pra reduzir
Corrida para não enfartar
Analgésico pra resistir
Café para dilatar
Cigarro pra remitir
Trabalho para ganhar
Compras pra exisitir
Férias para descansar
Selfie para fingir
Um deus para culpar
Likes para se sentir
Álcool para relaxar
Ecstasy pra coexistir
Viagra para amar
Regras pra seguir
Pornografia para gozar
Rosas pra se redimir
Fé para não pirar
Desculpas para insistir
Antidepressivo para não chorar
Remédio pra dormir
21 de setembro de 2017
20 de setembro de 2017
Galope o golpe
Veio a galope,
O golpe.
A lá Tróia,
Só no trote.
Tempos depois,
Homem sem norte.
Ainda tonto,
Sofre.
Tamanha a força,
Coice tão forte.
Inconsciente repete,
Um mantra em ode:
Não foi golpe,
Não foi golpe.
Espera então que lhe salvem,
Num galope da sorte.
19 de setembro de 2017
19 de junho de 2017
Imperiaculturismo
Já dizia China
Entoando pesado:
Hardcore brasileiro é o frevo.
Nosso groove enfestado,
Maracatu de baque virado.
Street arte é cordel, Prosa e verso de alegria e fel.
Street arte é cordel, Prosa e verso de alegria e fel.
Embolada é rap de menestrel .
Para cada Basquiat,
Arthur Bispo é o que há.
Nosso Dylan Morreu esses dias
Nosso Dylan Morreu esses dias
Desaparecido Belchior
Pois não já não cabia
Em nossa mono anarquia.
Para Guevara, Zumbi. Para os panteras, Dandara.
Para Guevara, Zumbi. Para os panteras, Dandara.
Se eles tem Robbin Hood,
Não nos deixa na mão:
Ave Lampião.
O resto, todo o resto? Falta de referência
O resto, todo o resto? Falta de referência
Cultura esquecida
Abandonamos nos mesmos
Feito massa falida.
23 de maio de 2017
22 de dezembro de 2016
PIB
não deveria,
mas amor também é dor
não poderia,
mas dor é matéria prima
(ardor de rima)
vertigem de quem imagina produto interno bruto imaginação, amor e dor imaginador
(ardor de rima)
vertigem de quem imagina produto interno bruto imaginação, amor e dor imaginador
30 de novembro de 2016
Morte
Morte
Questão de vida ou sorte
De alguns tragédia
De outros moléstia
Mas não muda
É morte
Morte Sentimento sempre forte Centenas em um avião Ou sozinho na multidão Não, não muda É morte
Morte Do futuro, nora de corte Tem vários pesos, várias medidas Muito choro, por vezes, alegria comedida Porém, não muda É morte
Morte No fim, único norte 111 no Carandirú Da família, mais um Não importa, não muda É morte
Morte Sentimento sempre forte Centenas em um avião Ou sozinho na multidão Não, não muda É morte
Morte Do futuro, nora de corte Tem vários pesos, várias medidas Muito choro, por vezes, alegria comedida Porém, não muda É morte
Morte No fim, único norte 111 no Carandirú Da família, mais um Não importa, não muda É morte
1 de novembro de 2016
31 de agosto de 2016
A quem enganam?
Ora, aos que querem se enganar
E quem são?
Aqueles que precisam de alguém para culpar
Culpar pelo que?
Por sua convivência
Afinal, são coniventes com o que?
Com a mentira, com a farsa
Bom, e qual a farsa?
Aquela com a qual os enganam
Aos que querem se enganar?
Sim, aqueles que nunca param para observar.
E não podem absorver?
Nem compreender.
Muito menos se libertar?
Porque preferem...
Se deixar enganar.
Ora, aos que querem se enganar
E quem são?
Aqueles que precisam de alguém para culpar
Culpar pelo que?
Por sua convivência
Afinal, são coniventes com o que?
Com a mentira, com a farsa
Bom, e qual a farsa?
Aquela com a qual os enganam
Aos que querem se enganar?
Sim, aqueles que nunca param para observar.
E não podem absorver?
Nem compreender.
Muito menos se libertar?
Porque preferem...
Se deixar enganar.
24 de agosto de 2016
22 de agosto de 2016
3 de junho de 2016
18 de abril de 2016
11 de fevereiro de 2016
Mulheres de Plástico
Mulheres de plástico
Cortam e costuram corpos ávidos
Manifestam intelecto flácido
Exercitam o machismo tácito
Mulheres de elástico Esticam os seios Encolhem-se em preconceitos Se desfazem em feridas
Mulheres de plástico Para novos velhos sádicos
Mulheres de elástico Esticam os seios Encolhem-se em preconceitos Se desfazem em feridas
Mulheres de plástico Para novos velhos sádicos
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