com o passar do tempo, as pessoas vão te ensinado a desistir. você começa desistindo de pessoas específicas, em seguida, de grupos inteiros. existe um momento que pensa em desistir de todas elas, até o segundo seguinte, onde desiste de você mesmo. afinal, que orgulho há em ser pessoa, se essas não se orgulham de ser coisa qualquer, a não ser dizer que não são elas mesmas. aprendendo a desistir, de insistir, de ver pessoas trocando cosmos sobre a mesa.
21 de março de 2014
17 de março de 2014
clareia
você até se esqueceu
mas eles lembram dos seus
salve a tradição, a irradiação
do fazer de coração
ajoelhe-se e agradeça
antes que desapareça
para toda crença pede bença
à dona Clara, pede licença
aos que celebram a avó
que sempre estão lá
de corpo, alma e pó
da minha garganta, obrigado, em nó
mas eles lembram dos seus
salve a tradição, a irradiação
do fazer de coração
ajoelhe-se e agradeça
antes que desapareça
para toda crença pede bença
à dona Clara, pede licença
aos que celebram a avó
que sempre estão lá
de corpo, alma e pó
da minha garganta, obrigado, em nó
14 de março de 2014
ser
se pudesse, viraria mato, ela e eu
daí em diante, tornar-se paisagem
sem nunca influir, apena a fluir
nunca reticências, só parte da existência
seriamos mato, quanto estivéssemos parados
ao respirar, uma brisa de vento gelado
para sempre, já que mato não sabe de tempo
por um só momento, felicidade é curta como vento
daí em diante, tornar-se paisagem
sem nunca influir, apena a fluir
nunca reticências, só parte da existência
seriamos mato, quanto estivéssemos parados
ao respirar, uma brisa de vento gelado
para sempre, já que mato não sabe de tempo
por um só momento, felicidade é curta como vento
7 de março de 2014
6 de março de 2014
sem lei e sem documento
Costuma ser hilário ver seu bradar anti burguesia. Logo você com nome, sobrenome, títulos, posses, poses e precoce aposentadoria. Chamaria até de heresia, já que sempre viveu de joelhos rezando a cartilha, a espera de vida nas migalhas de heranças das oligarquias. Só não da pra dizer que é hipocrisia, pois ninguém é capaz de fingir o que jamais será percebido, graças a viscosidade nos olhos causada por tamanha letargia. A mim resta deixar de lado o "conto do vigário". Liberdade! Imploro pela minha carta de alforria. Jamais serei escravo das desculpas moldadas em tão bela filosofia da demagogia.
28 de fevereiro de 2014
(re)missão
Da outra vida
Só me lembro:
No dia em que morri
Ouvi você sorrir
Na nova hora,
Enquanto espero,
Gargalho.
Você chora...
Só me lembro:
No dia em que morri
Ouvi você sorrir
Na nova hora,
Enquanto espero,
Gargalho.
Você chora...
27 de fevereiro de 2014
Não alimentarás falsos patetas
A loucura é livre, logo ela não insiste, apenas existe. Quando cerceia-se esse lapso da existência comum, infringindo divagações reguladoras em constância opressora, mesmo que tais observações tenham ares de evolução abrilhantada pela inconsciência de um espírito livre, finda o improviso humano chamado de loucura. O que resta? O egoísmo autoritário, a manipulação pela ignorância. Portanto, aos tolos que se dizem iluminados pela imagética imprevisível da loucura deixo como palavras "derrubem as próprias máscaras". Tornem-se reais, assumam sua consciência e não justifiquem seus atos ob a ótica extraordinária (em tons de divindade) da loucura. Pois, se podem pensar e elaborar discursos obtusos, não são contemplados com o dom da loucura, estão apenas a serviço da auto-idolatria obscura.
Ato dos opostos
Então, ao sentir a rugosidade de mais um soco no estômago, a dor sobe em ondas de calafrios. Quem não a conhece revida, instintivamente, hora com ódio, minutos depois com medo. Porém, não é a primeira vez que recebo tal visita. Deixo, quase inconsciente, que a náusea inunde o ventre e outros canais latentes. Que percorra capilares e cerre tenuamente incisivos e molares para chegar a ponta do último fio que cobre o invólucro da razão. Como luz, na mesma velocidade que se expandiu, volta em implosão, até as pontas dos dedos, apertando-os tão forte quanto seja impossível. Em silêncio – percebido apenas por quem sente – o universo aguarda o retorno em igual intensidade. No entanto, a ternura vence em sonoro oco a força do soco. Por fim, toda dor é submissa à ponta do lápis. Grafada e traduzida em uma só palavra. Sonoramente semelhante ao que nunca pude dizer, escrevo, em grandes letras triunfais (ou descomunais): PAX! Ou apenas paz...
26 de fevereiro de 2014
19 de fevereiro de 2014
12 de fevereiro de 2014
fasta retrato, maquinista
ao som dos bois
ferro, no frio, dias a fio
nem ele era pai
nem eu era filho
éramos dois
juntos por fadário
sozinho, sem depois
não tenho contrário
só sigo adiante
no eco dos bois
pois ainda ouço "fio"
lembrança, meu campanário
ferro, no frio, dias a fio
nem ele era pai
nem eu era filho
éramos dois
juntos por fadário
sozinho, sem depois
não tenho contrário
só sigo adiante
no eco dos bois
pois ainda ouço "fio"
lembrança, meu campanário
21 de janeiro de 2014
15 de janeiro de 2014
indo ao nacional
Ouviram? Lá do Ipiranga, as "margens" cálidas
Um povo heróico, preto, pardo, pobre... mas relutante
Sem sol, sem liberdade, só (pelas frestas) raios frios
Tomou o céu da (outrora) pátria em um só instante.
Um povo heróico, preto, pardo, pobre... mas relutante
Sem sol, sem liberdade, só (pelas frestas) raios frios
Tomou o céu da (outrora) pátria em um só instante.
9 de dezembro de 2013
4 de dezembro de 2013
3 de dezembro de 2013
Gozo
O Brasil é pior que punheta
Gozar nas coxas ou nas tetas
Ô país brochante
Onde inseminação artificial
Gozar nas coxas ou nas tetas
Ô país brochante
Onde inseminação artificial
É, do sexo, a posição mais excitante
Somos ejaculação precoce
Da preliminar constante
Somos ejaculação precoce
Da preliminar constante
25 de novembro de 2013
sem pedir licença ao entrar
nem tampouco desculpas ao sair
todo amor é sem educação
dispensa etiquetas ao se despir
sobre a a pele só deixa paixão
se não mais dizer sorrir?
bate a porta, sem cerimônias, sobra solidão
quando der na telha, pode até voltar
mas é sempre parar desajustar
afinal, amor não é para coexistir
nem mesmo para completar
amor, de verdade, é para tomar
nem tampouco desculpas ao sair
todo amor é sem educação
dispensa etiquetas ao se despir
sobre a a pele só deixa paixão
se não mais dizer sorrir?
bate a porta, sem cerimônias, sobra solidão
quando der na telha, pode até voltar
mas é sempre parar desajustar
afinal, amor não é para coexistir
nem mesmo para completar
amor, de verdade, é para tomar
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