tão linda
quando grossa
quando fina
seu cheiro
suave
de terra
limpa
1 de novembro de 2016
31 de agosto de 2016
A quem enganam?
Ora, aos que querem se enganar
E quem são?
Aqueles que precisam de alguém para culpar
Culpar pelo que?
Por sua convivência
Afinal, são coniventes com o que?
Com a mentira, com a farsa
Bom, e qual a farsa?
Aquela com a qual os enganam
Aos que querem se enganar?
Sim, aqueles que nunca param para observar.
E não podem absorver?
Nem compreender.
Muito menos se libertar?
Porque preferem...
Se deixar enganar.
Ora, aos que querem se enganar
E quem são?
Aqueles que precisam de alguém para culpar
Culpar pelo que?
Por sua convivência
Afinal, são coniventes com o que?
Com a mentira, com a farsa
Bom, e qual a farsa?
Aquela com a qual os enganam
Aos que querem se enganar?
Sim, aqueles que nunca param para observar.
E não podem absorver?
Nem compreender.
Muito menos se libertar?
Porque preferem...
Se deixar enganar.
24 de agosto de 2016
22 de agosto de 2016
3 de junho de 2016
18 de abril de 2016
11 de fevereiro de 2016
Mulheres de Plástico
Mulheres de plástico
Cortam e costuram corpos ávidos
Manifestam intelecto flácido
Exercitam o machismo tácito
Mulheres de elástico Esticam os seios Encolhem-se em preconceitos Se desfazem em feridas
Mulheres de plástico Para novos velhos sádicos
Mulheres de elástico Esticam os seios Encolhem-se em preconceitos Se desfazem em feridas
Mulheres de plástico Para novos velhos sádicos
11 de novembro de 2015
não tem preço no peito
poesia nãos e vende
palavra a gente dá de presente
cada verso é anverso
do que a gente é
no distante presente
então, não tem preço
o que escrevo com meu peito
palavra a gente dá de presente
cada verso é anverso
do que a gente é
no distante presente
então, não tem preço
o que escrevo com meu peito
4 de novembro de 2015
ceia
engordas de engodo
tal qual o tolo
acreditas ter parte no bolo
suculentas fatias de sonho
feito outro bobo
engasgas migalhas de abandono
sedentas lágrimas de choro
como mais um estulto
mendigas o banquete do astuto
15 de setembro de 2015
16 de junho de 2015
2 de junho de 2015
Clara, Clarita, Clarinha
I
Clara, Clarita, Clarinha
Clara, Clarita, Clarinha
De tantos é irmã
Doutros tantos, é tia
Mas vó, é (quase) só minha
Fala mais que maracanã
Corre mais que cotia
E reza mais que vigília
E reza mais que vigília
Clara, Clarinha, Clarita
II
Clara, Clarita, Clarinha
De tantos causos
Doutros tantos acasos
Pomba! É só alegria
- Bença Vó!
- Bençoe meu fio
É quem me guia
Clara, Clarinha, Clarita
26 de maio de 2015
Muda
Evitando as
palavras
Puras ou
mal educadas
Bem ou mal
intencionadas
De verdade
ou inventadas
Apenas...
Evitando as
palavras
Que não serão
escutadas
Ou que
sejam odiadas
Jamais
culpadas
Somente...
Evitando as
palavras
26 de março de 2015
incondicional
sim, já fui só.
depois fomos nós.
ontem, éramos três.
amanhã serão quatro de nós.
para todo sempre, juntos, um só.
depois fomos nós.
ontem, éramos três.
amanhã serão quatro de nós.
para todo sempre, juntos, um só.
do sentimento que não se conta em dedos,
com a tanta fé que jamais tem medo,
o impossível será sempre natural.
do insistir leve e sereno,
nosso mundo tenro.
com a tanta fé que jamais tem medo,
o impossível será sempre natural.
do insistir leve e sereno,
nosso mundo tenro.
20 de fevereiro de 2015
manha manhã
três da manhã.
vivendo o hoje,
ma já é amanhã,
de manhã.
então hoje,
já era ontem .
quando será amanhã,
de manhã?
vivendo o hoje,
ma já é amanhã,
de manhã.
então hoje,
já era ontem .
quando será amanhã,
de manhã?
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