1 de novembro de 2016

chuva

tão linda quando grossa quando fina seu cheiro suave de terra limpa


31 de agosto de 2016

A quem enganam?
Ora, aos que querem se enganar
E quem são?
Aqueles que precisam de alguém para culpar
Culpar pelo que?
Por sua convivência
Afinal, são coniventes com o que?
Com a mentira, com a farsa
Bom, e qual a farsa?
Aquela com a qual os enganam
Aos que querem se enganar?
Sim, aqueles que nunca param para observar.
E não podem absorver?
Nem compreender.
Muito menos se libertar?
Porque preferem...
Se deixar enganar.

24 de agosto de 2016

ia e vinha
sempre sobrevivia
depois, jazia

#haicai

22 de agosto de 2016

Não entendo dor
Nem tenho o respeito
Sou preconceito
troquei ânsia
pela azia fria,
dia a dia.
- O que seria?
- Qualquer coisa? Hum, fácil...
Sempre poesia
seja crítico.
vai doer, muito, pra valer
mas, te faz, crescer.
Lá fora, frio
Primavera nos dentes
No peito, verão

3 de junho de 2016

expectador

Seremos, todos,
Sereno expectador?
Aquele que só
Espera
A dor

Ardor

18 de abril de 2016

Quando o amanhã
Já não sorria,
Lancei um traço.
Um verso em laço.
Só uma virgula,
Depois de tamanha hipocrisia.
Para dar tchau querida,
Querida democracia.
Ainda que distante,
Haverá um levante.
Por hora, a cólera,
Se faz em poesia.
Ponto final da liberdade,
Para sempre tardia.

11 de fevereiro de 2016

Mulheres de Plástico

Mulheres de plástico Cortam e costuram corpos ávidos Manifestam intelecto flácido Exercitam o machismo tácito
Mulheres de elástico Esticam os seios Encolhem-se em preconceitos Se desfazem em feridas
Mulheres de plástico Para novos velhos sádicos

11 de novembro de 2015

não tem preço no peito

poesia nãos e vende
palavra a gente dá de presente
cada verso é anverso
do que a gente é
no distante presente
então, não tem preço
o que escrevo com meu peito

4 de novembro de 2015

ceia

engordas de engodo
tal qual o tolo
acreditas ter parte no bolo

suculentas fatias de sonho
feito outro bobo
engasgas migalhas de abandono

sedentas lágrimas de choro
como mais um estulto
mendigas o banquete do astuto

15 de setembro de 2015

pó é azia

Poesia
Pó e azia
Pós azia
Poesia

16 de junho de 2015

queria eu,
viver de poesia.
erro insistente o meu,
esse morar na fantasia.
fim do dia, breu.
onde não falta azia. 
um passo para frente
passo para o lado, depois, outro lado
dois passos, e mais três, para trás
dançando, dançando
ritmo eterno do descompasso 

2 de junho de 2015

Clara, Clarita, Clarinha

I

Clara, Clarita, Clarinha
De tantos é irmã
Doutros tantos, é tia
Mas vó, é (quase) só minha

Fala mais que maracanã
Corre mais que cotia
E reza mais que vigília
Clara, Clarinha, Clarita

II

Clara, Clarita, Clarinha
De tantos causos
Doutros tantos acasos
Pomba! É só alegria

- Bença Vó!
- Bençoe meu fio
É quem me guia
Clara, Clarinha, Clarita





26 de maio de 2015

Muda

Evitando as palavras
Puras ou mal educadas
Bem ou mal intencionadas
De verdade ou inventadas

Apenas...

Evitando as palavras
Que não serão escutadas
Ou que sejam odiadas
Jamais culpadas

Somente...

Evitando as palavras


26 de março de 2015

incondicional

sim, já fui só.
depois fomos nós.
ontem, éramos três.
amanhã serão quatro de nós.
para todo sempre, juntos, um só.
do sentimento que não se conta em dedos,
com a tanta fé que jamais tem medo,
o impossível será sempre natural.
do insistir leve e sereno,
nosso mundo tenro.

20 de fevereiro de 2015

manha manhã

três da manhã.
vivendo o hoje,
ma já é amanhã,
de manhã.

então hoje,
já era ontem .
quando será amanhã,
de manhã?