19 de junho de 2017

Imperiaculturismo

Já dizia China Entoando pesado: Hardcore brasileiro é o frevo. Nosso groove enfestado, Maracatu de baque virado.

Street arte é cordel, Prosa e verso de alegria e fel.
Embolada é rap de menestrel . Para cada Basquiat, Arthur Bispo é o que há.

Nosso Dylan Morreu esses dias
Desaparecido Belchior Pois não já não cabia Em nossa mono anarquia.

Para Guevara, Zumbi. Para os panteras, Dandara.
Se eles tem Robbin Hood, Não nos deixa na mão: Ave Lampião.

O resto, todo o resto? Falta de referência
Cultura esquecida Abandonamos nos mesmos Feito massa falida.

23 de maio de 2017

Pobre. Com sorte é craque. Sem sorte, crack.
Ocre. Com ou sem Sorte Explorado Até o corte.
Torpe. Mercadoria da morte. Em números, Nunca em nomes.

9 de fevereiro de 2017

Esteriótipo
Estéril e óptico
Enxerga com a dor
Incapaz de reproduzir amor

22 de dezembro de 2016

PIB

não deveria, mas amor também é dor não poderia, mas dor é matéria prima
(ardor de rima)
vertigem de quem imagina produto interno bruto imaginação, amor e dor imaginador

30 de novembro de 2016

Morte

Morte Questão de vida ou sorte De alguns tragédia De outros moléstia Mas não muda É morte
Morte Sentimento sempre forte Centenas em um avião Ou sozinho na multidão Não, não muda É morte
Morte Do futuro, nora de corte Tem vários pesos, várias medidas Muito choro, por vezes, alegria comedida Porém, não muda É morte
Morte No fim, único norte 111 no Carandirú Da família, mais um Não importa, não muda É morte

1 de novembro de 2016

chuva

tão linda quando grossa quando fina seu cheiro suave de terra limpa


31 de agosto de 2016

A quem enganam?
Ora, aos que querem se enganar
E quem são?
Aqueles que precisam de alguém para culpar
Culpar pelo que?
Por sua convivência
Afinal, são coniventes com o que?
Com a mentira, com a farsa
Bom, e qual a farsa?
Aquela com a qual os enganam
Aos que querem se enganar?
Sim, aqueles que nunca param para observar.
E não podem absorver?
Nem compreender.
Muito menos se libertar?
Porque preferem...
Se deixar enganar.