23 de maio de 2017

Pobre. Com sorte é craque. Sem sorte, crack.
Ocre. Com ou sem Sorte Explorado Até o corte.
Torpe. Mercadoria da morte. Em números, Nunca em nomes.

9 de fevereiro de 2017

Esteriótipo
Estéril e óptico
Enxerga com a dor
Incapaz de reproduzir amor

22 de dezembro de 2016

PIB

não deveria, mas amor também é dor não poderia, mas dor é matéria prima
(ardor de rima)
vertigem de quem imagina produto interno bruto imaginação, amor e dor imaginador

30 de novembro de 2016

Morte

Morte Questão de vida ou sorte De alguns tragédia De outros moléstia Mas não muda É morte
Morte Sentimento sempre forte Centenas em um avião Ou sozinho na multidão Não, não muda É morte
Morte Do futuro, nora de corte Tem vários pesos, várias medidas Muito choro, por vezes, alegria comedida Porém, não muda É morte
Morte No fim, único norte 111 no Carandirú Da família, mais um Não importa, não muda É morte

1 de novembro de 2016

chuva

tão linda quando grossa quando fina seu cheiro suave de terra limpa


31 de agosto de 2016

A quem enganam?
Ora, aos que querem se enganar
E quem são?
Aqueles que precisam de alguém para culpar
Culpar pelo que?
Por sua convivência
Afinal, são coniventes com o que?
Com a mentira, com a farsa
Bom, e qual a farsa?
Aquela com a qual os enganam
Aos que querem se enganar?
Sim, aqueles que nunca param para observar.
E não podem absorver?
Nem compreender.
Muito menos se libertar?
Porque preferem...
Se deixar enganar.

24 de agosto de 2016

ia e vinha
sempre sobrevivia
depois, jazia

#haicai